Você já notou como o Galvalume tem aparecido cada vez mais em telhados e estruturas metálicas? Sim, esse material está conquistando espaço — mas a troca nem sempre é automática. Vamos entender o porquê.
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1. Galvalume: o que faz dele tão bom?
O Galvalume é um aço revestido com liga de alumínio (55 %), zinco (\~43–44 %) e silício (\~1,5–1,6 %), enquanto o aço galvanizado é revestido apenas com zinco
Essa composição dá ao Galvalume resistência à corrosão de 2 a até 4 vezes maior que a do galvanizado tradicional
Ele também oferece melhor refletividade solar, ajudando no conforto térmico, e pode chegar a 40–60 anos de vida útil* em alguns ambientes
2. Está substituindo? Sim, mas não em todos os casos
Setores como construção civil e industrial vêm adotando o Galvalume pela sua durabilidade e custo-benefício a longo prazo, especialmente em regiões úmidas ou litorâneas
3. Por que ainda existe resistência?
Apesar das vantagens, muitos profissionais e empresas continuam preferindo o galvanizado. Motivos principais:
Cultura e tradição: décadas de uso criam confiança no material.
Custo inicial: o Galvalume pode ter preço de compra maior, mesmo compensando ao longo dos anos.
Soldabilidade: o galvanizado é mais fácil de soldar com menor risco de problemas, enquanto o Galvalume, devido à presença de alumínio no revestimento, exige cuidados extras, como solda MIG/TIG com parâmetros específicos ou pré-limpeza da área, para evitar porosidade e falhas de fusão.
Acabamento estético: o tom mais fosco do Galvalume pode não agradar em projetos que buscam o brilho do galvanizado.
4. Conclusão rápida
Sim, o Galvalume vem ganhando espaço sobre o galvanizado, principalmente em aplicações expostas ao tempo.
Não é uma substituição total — questões culturais, de soldabilidade e custo inicial ainda mantêm o galvanizado forte no mercado.



